não, não tem problema, pode tirar o sapato.

(senta aí. tem coca na geladeira e cuca de quechimia no forno)

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Nos ouvidos.

Coisa de outro planeta, meu povo. 44 faixas. Letras do diretor Luiz Fernando Carvalho [gênio!!!] e Luis Alberto de Abreu. Músicas de Tim Rescala. Vozes e coros feitos pelos próprios atores. Tudo isso dentro de um encarte maravilhoso. Arte pura.
A Skina Magazine está vendendo tudo isto por R$ 6,90.
Acordem!


quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Tolerância Zero.

Dá pra levar a sério, dá???
Rubens Ewald Filho, com toda a sua genialidade, comenta O Grande Truque:

"Basicamente é sobre um mágico (Bale, que cada vez mais fica com cara de vilão com seu lábio fino e verruga no olho) que é condenado à morte pelo assassinato de um colega seu (Hugh Jackman)."

Tá bom?
Agora, quem estiver a fim de ler uma crítica do mesmo filme, realizada com extrema competência, põe o dedo aqui.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

para quem está perdida... por dentro

desloque-se lépida, faceira e munida de uma tesoura, amiga de fé, até o banheiro mais próximo. se da sua sweet home, mió. mas também valem órgãos e prédios públicos, festas e quartos alheios, desde que possuam espelho.
sem muito pensar, coloque as cabelas todas pra frente e, veja bem, sem muito pensar, dê a primeira, a segunda e a terceira tesourada. quando o processo estiver na fase "não tem mais volta", mire-se novamente e termine o silviço, delicada e instintivamente.
depois é só sorrir e pronto, a vida volta, literalmente, às suas mãos. recomendo muito. palavra.

Stipe

Declaro publicamente que eu amo este homem.
Sim, meu filho, você aí olhando as letrinhas em português mal escrito, I love you!

Michael Stipe

Michael Stipe

Estas e outras lindas fotos do pessoal que partipa do movimento Make Trade Fair - entre eles Thom Yorke, Chris Martin e Gael Garcia Bernal - você encontra aqui.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Living la vita louca

Sexta-feira, 19:20 - Feliz, tomando todas num bar imundo, junto com o proletariado todo, e dançando forró com as dodós (domésticas).
Sexta-feira, 20:45 - Toca o celular
- Oi Rach!
- Oi Mordomo. Preciso que você me acompanhe numa festa ali no Manhatan. Teu terno tá passado?
- Rach, eu tô no meio da vila industrial, já tomei 5 Kaiser, comi 3 kibes (ou ovos cozidos, sei lá), já tô chamando urubu de "minha loira" e tu quer que eu te acompanhe numa festa pra gente tipo A?
- Isso. Pede uma água que eu tô indo te buscar. Teu terno tá passado?
- Qual deles?
- O melhor.
- Tá.
- Aquele, do Armandinho?
- É.
- Ótimo, que eu vou arrasando também.
- Só uma água vai dar pra tirar meu porre?
- Te vira!
Sexta-feira, 21:30 - Rach buzina pra me chamar. Vaia geral. Felizmente a conta já estava paga.
Sexta-feira, 21:35 - Parada pra chamada de um juquinha. Coisa pouca, bobagem.
Sexta-feira, 21:40 - Parada na farmácia, pra comprar um Engov. Minto, dois.
Sexta-feira, 21:55 - Chegamos em casa. Rach me bota no banho frio e me obriga a fazer a barba.
Sexta-feira, 22:30 - Vestido, perfumado e penteado. Bora comer duas barras de Suflair pra subir a glicose.
Sexta-feira, 22:50 - Zero bala! Hálito de menta.
Sexta-feira, 23:10 - Adentram o Manhatan eu e Rach. Ela com um decote hipnotizante.
Sábado, 00:40 - Muitos sorrisos, somos praticamente o casal primavera da festa. Nada como estar bem acompanhado.
Sábado, 01:10 - Chega um bilhete na nossa mesa, endereçado à mim. Trata-se de um encontro, na cobertura. Rach sorri.
Sábado, 02:40 - Volto pra mesa e encontro um bilhete dela: "Também recebi um bilhete irrecusável. Nos falamos amanhã".
Sábado, 02:41 - Chamo um táxi, a noite acabou.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

deus é pai e me conhece

logo, acho muito de acordo que as coisas comecem a acontecer. palavra que acho.
bênção final a mim e a sorte minha.
*
*
já disse que tenho um amor? daqueles que nos fazem belas?
pois é, tenho.

A Saga

Depois da uma tentativa frustrada há duas semanas, onde fui delicadamente avisada pelo cara da bilheteria do Cinemark que “as sessões naquele dia haviam sido canceladas devido a uma falha na projeção”, ontem, novamente, tentei assistir a O Grande Truque.

Saio às 17h do trabalho é perco o ônibus. “Tudo bem, a sessão é às 18h20, dá tempo de tomar um outro”. Desço alguns quarteirões até um outro ponto de ônibus e pergunto a um casal se eles conhecem alguma linha que segue diretamente ao Shopping Dom Pedro – onde pretendia assistir ao filme.
“Sim moça, tem o 171 que vai direto e passa logo ali do lado. Veja tem um parado no semáforo, corre lá!”
Corro feito uma louca e tomo o tal do 171. Deveria ter desconfiado deste número, certo? Pergunto ao motorista se ele vai direto ao Shopping e “olha, moça, direto direto ele não vai não”, “mas demora muito moço?”, “lá pelas 18h20 a gente chega lá”, “MAS ÀS 18H20 NÃO PODE, MEU FILHO! ASSIM EU PERCO O FILME!!!”.
Depois de conhecer dois bairros inteirinhos e roer quatro unhas dentro do ônibus, resolvo descer no centro da cidade e pegar um outro ônibus qualquer para um outro Shopping – aquele que havia cancelado a sessão no outro dia – e me arriscar a pegar uma sessão.
Tomo o 385, passeio mais uma vez por um bairro inteiro e chego ao Shopping Iguatemi por volta das 18h30. Corro pelo shopping - que não tem escadas nem banheiros e que é tudo caro e que eu detesto - chego à bilheteria e pergunto o horário da próxima sessão para O Grande Truque com um ar de ‘vai-ter-exibição-nééééé?’ no que a moça responde que às 19h25 tem uma.
Compro um ingresso e tomo-o nas mãos com todo o cuidado. Guardo-o na bolsa num lugar bem seguro e me lembro da Jojo protegendo os ingressos do Los Hermanos com a própria vida. Foi bem assim, com o coração palpitando e com medo de morrer ou ser assaltada ali mesmo.
Espero os minutinhos que faltam e de dois em dois segundos abro a bolsa esegundos abro a bolsa e confiro se o ingresso está bem.
Às 19h10 entro na sala de exibição, um pouco nervosa, pois já tinha um movimento de pessoas indo em direção a sala 3. Sigo o povo, preparando a histeria caso não conseguisse uma boa poltrona para me sentar. Sala bem vazia, graças a Deus!
Sento e espero. 19h20, 19h25, 19h30, 19h35... Um casal que estava perto de mim começa a conversar “mas o que será que está acontecendo?, não era às 19h25?, será que teve algum problema?, já está atrasado!” e a esta altura eu já estava quase chorando. De repente apagam-se as luzes e começam os trailers... Sim, os trailers, com uns três metros de cortina encobrindo os topos das cabeças do povo em Babel, O Ilusionista, 007... “Eu não acredito! Puta-que-pariu! Que merda de cortina é essa?”. Estava suando frio e já tinha tirado a bunda da poltrona a fim de descer até a entrada da merda do Cinemark e dar barraco com o primeiro cretino uniformizado que aparecesse na minha frente, quando um bendito incompetente aparece à porta da sala demonstrando, com uma cara de espanto, ter descoberto a cagada que fez ao descer a cortina.
Bem no finalzinho do último trailer a cortina subia, eu voltava a respirar normalmente e os créditos iniciais já anunciavam The Prestige. Três horas depois eu, finalmente, podia dizer que assisti O Grande Truque. E dizer que amei tudo, e que os irmãos Nolan são uns caras bem fodidos de bons! E que o Bale, o Jackman e o Bowie – Deus do céu! O Bowie – são maravilhosos e perfeitos!
Flimaço, devidamente conferido e recomendado.

E hoje começa a minha saga para Fonte da Vida.
Amém.