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domingo, 22 de agosto de 2010
minha leitura de domingo.
...Foi-se o tempo em que bacana era o bistrô de preço exorbitante, porções de faquir e mesas siamesas. Comida pouca, lugar minúsculo e com conta salgada não impressionam ninguém. Chique, hoje e sempre, é o churrasco. A carne vívida, suculenta, sangrenta, saciadora do paladar. Como todas as coisas simples, honestas e diretas, o churrasco levou certo tempo para ser reconhecido. Não tinha MKT: dizia-se à boca grande que carne grelhada era coisa de fronteiriço, gente lá do sul que juntava a peãozada depois da faina em torno de uma fogueira e lascas de carne crua. Sem talher. Dizia-se pior: que, em centros civilizados, churrasco só cabia em rodízio, essa pantomima populista e popularesca. Os intrigantes adicionavam, às calúnias anteriores, o argumento de que churrasco engorda (pois é carne, não folha), entope (porque não se sabe quando parar) e inclusive dá câncer (pois não tem cenoura nem rabanete, a dieta dos alternativos). Nenhuma difamação, porém, resiste às evidências. Chique é se esbaldar... (GULA, n. 108, p. 122, 2001).
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