não, não tem problema, pode tirar o sapato.

(senta aí. tem coca na geladeira e cuca de quechimia no forno)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

mamães, o que vocês acham?

uma criança que nunca, jamais, em hipótese alguma levantou a mão pra quem quer que (óia a cacofonia aí, minha gente) seja na vida, pode estar batendo nos colegas na escola? pode? é tipo comum crianças terem comportamentos tão distintos?

14 comentários:

Tina Lopes disse...

Uia, queria ajudar mas não sei te dizer. A Nina foi agredida algumas vezes por um coleguinha, na escola, mas foi uma fase dele e passou. O menino continuou sendo o doce que era, antes dessa fase. Dizem que é uma forma de chamar atenção ou de demonstrar desagrado com alguma mudança. Cada caso é um caso, né. Mas vive acontecendo, sim.

lili cheveux de feu disse...

débs, vai lá ver o concurso dos correios, vai contratar bastante gente,inclusive nível superior.

bjo.

http://www.cespe.unb.br/concursos/correiosagente2011/

Mari Biddle disse...

Também não sei como ajudar. Vou pitacar. Como a Tina colocou, deve ser só pra chamar a atenção que ele dá os tapinhas, murrinhos...deve tá testando, né. Dá um tapinha e vê a reação que a agressão dele faz na outra criança.

Clichê, eu sei. TOmara que seja uma fase que passa logo.

ditavonclaire disse...

pois é, gurias.
continuo achando um pouco esquisito tudo isso, mas vou queimar a mufa até conseguir entender bem direitinho o que pode estar acontecendo.
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mas que é estranho é, não é? de uma hora pra outra, sem mais nem menos. sem ter demonstrado nenhuma mudança no comportamento.
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bah, certo que vou ver, lu. valeu o toque.

isabel alix disse...

óia, Debs, o que eu posso narrar é o seguinte: no século passado (foi mesmo), depois de deixar a cria na escola, fiquei na secretaria pra pagar a mensalidade. daí uma hora a porta da sala dele abriu e ficou aberta, assim, por meio minuto, e eu pude ver o guri sem que ele visse que eu estava vendo. e ele estava lá PULANDO COM OS BRAÇOS PRA CIMA e depois PUXANDO (com zero delicadeza) UM COLEGA PELO CASACO de um jeito que ele NUNCA, NUNCA, NUNCA tinha feito em casa. o guri tinha um ano e meio, à época dos fatos. então o que eu posso dizer é o seguinte: fora da vista da gente, eles são eles, entende. então poder, pode. se é comum, não sei. mas eu fiquei com a ideia de que eu só conheceria uma faceta do meu filho: aquela que ele escolhesse me mostrar.

ditavonclaire disse...

já o vi, isabel, muitas e muitas vezes. já fiquei até mais tarde, já cheguei mais cedo, já isso e aquilo e nunca, nunca vi nada.
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ele mudou de casa e de escola no mesmo mês (dezembro) e está neste colégio, porque teve férias e tal(onde, vale dizer, é o único aluno que não está ali desde bebê) há dois meses. acho que são várias coisas, sabe? e não, não acho que ele seja incapaz de bater em alguém ou de empurrar, não acho, mesmo, mas que o todo (ele tem problema, disso, daquilo, daquele outro e mais daquele outro) tem me deixado com o pé atrás, sim.

Ana disse...

Já vi comportamento mudar assim quando o meu filho foi para o colégio alemão. Estava acostumado a se sentir querido e reconhecido, lá se sentiu estranhado e foi infeliz e mal amado durante todos o tempo que frequentou.
Tive reclamação até de que ele aprendia muito depressa e se aborrecia de esperar. Enfim. Quando mudou de escola, voltou ao que era antes. Esse erro eu não repito. Se alguma coisa não te parece bem, segue o teu instinto. Mas a Alice também tem razão!

ditavonclaire disse...

estamos (eu e o pai dele) atentos e tendo longas conversar pra ver se a gente consegue entender se ele está se sentindo isolado ou infeliz na escola. porque como disse, ele é o único aluno que não está lá desde bebê (e há apenas um mês), e isso é claro que alguma coisa gera, né? todo mundo se conhece, se gosta, convive e ele chegou depois, bemmmmmmmmmmmm depois...mas é coisa que dá e passa. tenho certeza. obrigada, de qualquer forma, é sempre bom conversar com os pares de situação(?!)

isabel alix disse...

fiquei com um feeling meio ruim depois de ler que nessa escola todos estão lá desde pequenos e ele é o único que não. parece uma coisa meio xenófoba. eu sei que uma pessoa nova chegando num lugar onde as coisas já estão estabelecidas gera estranhamento, uma coisa meio 'nós (que já estávamos aqui) e ele', só que o papel da escola nesse quadro, ao meu ver, é o de acolher e apontar as semelhanças em vez de acentuar as diferenças. se ficam dizendo que ele tem problema disso disso disso e daquilo, poxa vida, me soa como se estivessem dizendo que não satisfaz 'x' requisitos para 'se tornar um dos nossos'. e fico de cara com essas condutas.

ditavonclaire disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ditavonclaire disse...

mas é claro, isabel. é claro que o ponto central da história é esse e é por isso que estou zonza, entende? porque o mínimo que elas precisariam(?!) (mas pelo visto não estão) fazer é acolher o guri e minimizar o desconforto do chegar depois e do ser diferente. só que a impressão que tenho é a de que está acontecendo exatamente o inverso disso.
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theo: olha lá, meus amigos...
tais amigos: ah não, lá vem o gurizinho novo.
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theo: posso sentar e brincar de boloco aqui, posso?
tais amigos: não.
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tô com o coração arrebentado. a verdade é essa.

Anônimo disse...

Oi Débora!
Leio seu blog desde sempre... e estou enfrentando o mesmo problema. Mudei minhas filhas de escola e o comportamento da mais velha (4 anos) mudou bastante. Até chegar na porta de escola é normal, mas aí começa a me abraçar e beijar e eu percebo que ela está muito insegura, não quer que a despedida acabe nunca. Também estou com o coração partido. Terei uma reunião com a psicóloga da escola hoje, depois te conto.
Beijos e parabéns pelo seu blog, adoro...
Luciléa

ditavonclaire disse...

luciléa de deus que função, né?
espero que tenha dado tudo certo na reunião da escola da tua pequena.
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theodoro também tá com essa de: me abraça, mamis? me dá um beijo, mamis?
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beijo (e sorte) pra ti.

Anônimo disse...

Também sou leitora desde o FDD e queria dizer que adoro ler o blog e dividir com você as agonias e felicidades da maternidade. Parabéns.